fevereiro 10, 2026
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OMS atualiza lista de bactérias que ameaçam saúde humana

Resistência aos antibióticos causa 1,27 milhões de mortes diretas anuais. OMS publicou uma lista de 15 bactérias que considera uma ameaça à saúde e apela ao desenvolvimentos de novos medicamentos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, esta quarta-feira, uma lista de 15 bactérias que considera uma ameaça à saúde humana, devido à sua crescente resistência aos antibióticos e apelou ao desenvolvimento de novos tratamentos.

A lista é uma atualização da que foi feita em 2017 e, com esta publicação, a OMS chama atenção, mais uma vez, para o perigo da crescente resistência antimicrobiana de certos patógenos.

Segundo a OMS, a resistência aos antibióticos causa cerca de 1,27 milhões de mortes diretas anuais e contribui para mais 4,19 milhões de outras mortes.

As 15 bactérias são classificadas em três categorias prioritárias (média, alta e crítica), sendo que, na última delas, a mais urgente, a OMS colocou quatro patógenos: acinetobacter baumannii, Mycobacterium tuberculosis e dois tipos de enterobactérias resistentes aos tratamentos com as classes de antibióticos carbapenem e cefalosporina.

“[Estas bactérias] Representam grandes ameaças globais devido ao seu grande impacto e à sua capacidade de resistir aos tratamentos e transmitir essa resistência a outras bactérias”, destacou, em comunicado, a organização.

Ainda relativamente aos dados da OMS, as bactérias de alta prioridade incluem a salmonela e a shigella, com elevada incidência nos países em desenvolvimento, bem como outras que frequentemente causam infeções em locais onde os serviços de saúde são prestados, como a pseudomonas aeruginosa ou a staphylococcus aureus.

Outras bactérias da lista colocam desafios aos sistemas de saúde, incluindo infeções persistentes e resistência múltipla aos antibióticos, que requerem investigação e intervenções de saúde pública, destaca a OMS.

“Desde que a lista foi publicada pela primeira vez, em 2017, a ameaça da resistência antimicrobiana intensificou-se, minando a eficácia de numerosos antibióticos e colocando em risco muitos avanços na medicina moderna”, alertou a chefe do departamento antimicrobiano da OMS, Yukiko Nakatani.

A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias, vírus, fungos ou parasitas deixam de responder aos medicamentos, agravando doenças e aumentando o risco de contágio, mortalidade e gravidade de certas patologias, um problema que é parcialmente causado pelo abuso de antibióticos em muitos pacientes.

Um relatório recente da OMS revelou, que durante a pandemia de covid-19, houve uso excessivo de antibióticos por pacientes hospitalizados com esta doença, o que pode ter exacerbado a resistência antimicrobiana.

Embora apenas 8% dos pacientes hospitalizados com covid-19 também apresentassem infeções bacterianas que exigiram a administração de antibióticos, esses medicamentos foram prescritos em três em cada quatro doentes (75%).

Fonte: Agência Brasil

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