Em Salvador, presidente enaltece safra de governadores do Nordeste e comenta sobre ampliação do programa Pé-de-Meia na Bahia
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não poupou elogios, na manhã desta quinta-feira (17), ao falar do ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) em entrevista para a Rádio Metrópole. Em Salvador, para anunciar a expansão do programa federal Pé-de-Meia no Estado, o petista também confirmou o investimento de R$ 71,7 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apenas na Bahia, dando créditos desta aplicação a Rui, que é responsável pela coordenação do programa.
“Não gosto de usar a palavra gestor, mas Rui Costa é um extraordinário gestor. A bagatela de R$ 96,9 milhões, dos quais R$ 71,7 bilhões apenas dentro da fronteira do Estado, isso só para implantar obras até 2026. Agora é hora da gente colher. Nós já preparamos a terra, semeamos, limpamos, jogamos água, plantamos as sementes. Temos 1 ano e 10 meses para colher o que plantamos, seja do ponto de vista da inclusão social, de estrada e até da ponte Salvador-Itaparica, que se Deus quiser nós vamos concluir”, declarou.
Na entrevista, o presidente não deixou de enaltecer o trabalho dos governadores do Nordeste, assim como fez em agenda constitucional do Governo Federal no Rio Grande do Norte, e disse estar satisfeito com o seu governo à frente do Brasil. Segundo ele, a sua equipe fortalece a gestão que está sendo feito e dá “tranquilidade” para trabalhar no dia-a-dia.
“Eu estou bem com o país porque a coisa está certa. Eu tenho um Ministério com uma equipe de gente altamente competente. Esses governadores que o Nordeste produziu nesses últimos 20 anos são gente de muita qualidade, tudo gente muito competente. As pessoas que sabem como fazer as coisas com muita facilidade e isso está me dando uma tranquilidade de trabalhar. Uma tranquilidade, sabe? Quando você levanta todo santo dia animado e você vai dormir todo santo dia”, afirmou.
Pé-de-Meia
Ao falar sobre o programa Pé-de-Meia, que terá anúncio de ampliação em evento no Parque de Exposições de Salvador, Lula destacou a necessidade de continuar estimulando os estudantes a “não desistirem de estudar”, como pode ser frequente a depender da situação de cada indivíduo. Segundo o presidente, o projeto hoje agrega 272 mil alunos na Bahia (que passará para 406 mil estudantes) e mais de 3 milhões do Bolsa Família, atua como um incentivo financeiro-educacional para os matriculados no ensino médio público beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).
“Hoje eu vim aqui lançar o Pé-de-Meia, que é uma revolução. Nós descobrimos que 480 mil jovens do Ensino Médio desistem de estudar para ajudar no orçamento familiar. Então, eu fiquei pensando, meu Deus do céu, que país nós vamos criar se a gente permitir que 480 mil jovens, todo ano, abandonem a escola? Que país a gente vai criar? Eu resolvi criar um programa chamado Pé-de-Meia, em que nós estamos dando uma poupança para os meninos mais pobres, para não desistirem do estudo. Ele recebe R$ 200 por mês durante 10 meses. Se nos 10 meses ele tiver passado diante, tiver 80% do comparecimento, ele vai receber R$ 1 mil na poupança no nome dele. Isso é uma salvação”, complementou o petista que ainda nesta quinta, às 17 horas, participa de um comício com o candidato Luiz Caetano (PT), ex-prefeito da Camaçari por três mandatos (1985-1988, 2005-2009 e 2009-2012), que concorre o 2° turno contra o vereador Flávio Matos (União Brasil), atual presidente da Câmara Municipal.
Investimento e economia
Ainda no bate-papo, além de citar a satisfação de seu governo, Lula disse ficar “muito irritado” ao ser cobrado por encaminhar recursos para saúde, educação e iniciativas sociais. De acordo com o presidente, quando empresários aplicam seus aportes em negócios, como melhorias em infraestrutura, recebem a classificação de “investimento”, e não como um “gasto”.
“Tem gente que fala que o Lula está gastando dinheiro à toa, está gastando com pobre. É outra coisa que fico muito irritado. Tudo que o governo faz é gasto. Se um banqueiro disser que está fazendo um banheiro, é investimento. Se disser que está arrumando a calçada, é investimento. O empresário que vai pagar o salário dos funcionários é investimento, mas quando é o governo é gasto. Quero dizer em alto e bom som, para mim, educação não é gasto, saúde não é gasto”, reafirmou.
Segundo Lula, educação é investimento para a população do país e gasto será quando ele precisar construir cadeias “porque os jovens não estudaram”. “É preciso parar com essa bobagem. Esses dias perguntei para um grupo de jornalistas: ‘vocês acham que quando o patrão dá aumento para vocês é gasto ou investimento?’. (Responderam) É investimento. Ora, então também é investimento o que eu ponho na educação. Gasto vai ser o dia em que eu estiver gastando o dinheiro para fazer cadeia porque os jovens não estudaram”, acrescentou o presidente.
Além disso, Lula voltou a exaltar a economia durante o seu governo, que segundo ele, não estava controlada no último mandato comandado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Conforme o petista, a inflação está mais controlada no Brasil e isso possibilita o aumento da empregabilidade e dos valores salariais.
“A economia está bem e surpreendendo o mercado. Ontem (quarta) fiz reunião com os (representantes dos) principais bancos brasileiros e todos eles elogiando o crescimento. (Eles disseram) Presidente, vocês estão crescendo acima do mercado, as coisas estão boas, o emprego está crescendo, a massa salarial está crescendo, a inflação está mais ou menos controlada. Está tudo mais ou menos do jeito que eu quero que esteja”, disse.
Por fim, o presidente ainda pontuou que terá mais 2 anos pela frente para colher os frutos da primeira metade de seu mandato, ele que está em seu terceiro governo à frente da presidência da República. “Estou com 1 ano e 10 meses de governo. Agora temos 2 anos e 2 meses para colher tudo o que plantamos, seja do ponto de vista de inclusão social, estrada”, finalizou.
Fonte: Muita Informação



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