Dados da SEI e do Caged mostram avanço do mercado de trabalho com crescimento da ocupação e da renda no estado.
A Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, enquanto Salvador liderou a geração de empregos formais no Nordeste em março de 2026. Os dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam crescimento da ocupação, aumento da renda e avanço do mercado formal de trabalho.
Segundo a SEI, a taxa anual de desocupação na Bahia caiu para 8,7% em 2025, abaixo dos 10,8% registrados em 2024. Já o levantamento do Caged mostrou que Salvador criou 5.616 novos empregos formais apenas em março de 2026, consolidando a capital baiana como líder regional na abertura de vagas com carteira assinada.
Bahia registra menor taxa de desemprego desde 2012
O levantamento da SEI apontou que 2025 marcou o quarto ano consecutivo de queda da desocupação na Bahia, sequência inédita desde o início da série histórica.
O número de pessoas ocupadas chegou a 6,511 milhões, maior contingente já registrado no estado. O crescimento de 3,4% superou o desempenho nacional e regional. Ao mesmo tempo, o número de desempregados caiu para 621 mil pessoas, menor nível da série histórica. Também houve redução do desalento, que atingiu 500 mil pessoas, menor índice desde 2015.
Os dados ainda mostraram crescimento no rendimento médio real habitual, que chegou a R$ 2.284, maior valor registrado desde 2020. A massa de rendimento alcançou R$ 14,587 bilhões, recorde da série histórica.
O diretor-geral da SEI, José Acácio Ferreira, afirmou que o cenário demonstra consolidação da recuperação econômica no estado. “A Bahia alcançou em 2025 a menor taxa de desocupação de sua história, com recorde de 6,5 milhões de pessoas ocupadas e crescimento superior à média nacional. O avanço simultâneo do emprego e da massa salarial reflete a consolidação da recuperação econômica no estado”, destacou.
Governo estadual atribui resultado a investimentos e qualificação
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, afirmou que os resultados refletem políticas públicas voltadas à atração de investimentos, qualificação profissional e ampliação da rede de atendimento ao trabalhador.
“Além de um amplo programa de qualificação profissional que já certificou mais de 25 mil pessoas em todos os setores da economia. Também modernizamos a Rede SineBahia, que alcançou 125 unidades, e inauguramos a primeira Casa do Trabalhador no Brasil no Metrô de Pituaçu. Vale destacar também nosso programa Credibahia e as grandes obras de infraestrutura que impulsionam o desenvolvimento”, afirmou.
Entre as ações citadas pelo secretário estão a ampliação da rede do SineBahia, programas de crédito e investimentos em infraestrutura. Apesar dos avanços, a informalidade segue como desafio no estado. Segundo a SEI, a taxa de informalidade chegou a 52,8% da população ocupada em 2025, acima do ano anterior, embora ainda represente a terceira menor da série histórica.
Para 2026, a projeção da SEI é de desaceleração econômica, mas com manutenção da geração de empregos e renda em ritmo moderado.
Salvador lidera criação de empregos formais no Nordeste
Enquanto o estado registrou queda histórica no desemprego, Salvador consolidou sua posição como principal geradora de empregos formais da região Nordeste. Dados do Caged referentes a março de 2026 mostraram que a capital baiana criou 5.616 novos postos formais de trabalho, alcançando a marca de 707.188 empregos com carteira assinada. O desempenho colocou Salvador na liderança da geração de vagas no Nordeste nos recortes mensal, trimestral e anual.
No cenário nacional, a cidade ocupou a quinta posição entre os municípios brasileiros que mais abriram vagas formais, atrás apenas de São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, Salvador gerou 10.211 novos postos formais. Já no recorte dos últimos 12 meses, o saldo positivo foi de 26.571 admissões líquidas.
Setor de serviços impulsiona mercado de trabalho em Salvador
O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos formais em Salvador no acumulado do ano. Segundo o balanço do Ministério do Trabalho, o segmento abriu 9.031 vagas formais. Dentro do setor, os maiores volumes de contratação vieram das atividades administrativas e serviços complementares, com 5.681 postos, seguidos pelas áreas de saúde, com 1.848 vagas, e educação, com 1.276.
A construção civil também apresentou crescimento, somando 2.831 novos empregos ao longo do trimestre. Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Mila Paes, os números refletem políticas de estímulo ao ambiente de negócios e à geração de renda.
“Liderar a geração de vagas no Nordeste mês a mês, não só em 2025, mas também em 2026, mostra que estamos no caminho certo, colhendo os frutos de investimentos robustos em nossa infraestrutura e de políticas focadas em facilitar a vida de quem quer empreender e gerar renda aqui”, afirmou.
A secretária também comentou o desempenho dos principais setores econômicos da capital. “O avanço consistente do setor de serviços e da construção civil comprova que a economia de Salvador está girando com força e fortalecendo diversas cadeias produtivas locais”, pontuou Mila Paes.
Segundo ela, a estratégia da Semdec para os próximos meses inclui ampliação de programas de qualificação profissional e atração de novos investimentos. “Continuar expandindo os programas de qualificação profissional, atrair novas matrizes econômicas e de investimentos para a capital”, completou.
Fonte: Muita Informação



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