Notícia Bahia Todas as Notícias Esporte Bahia sofre virada, é eliminado da Libertadores e agora tenta redenção na Sul-Americana
Esporte

Bahia sofre virada, é eliminado da Libertadores e agora tenta redenção na Sul-Americana

Tricolor abre placar, mas perde por 2 a 1 pelo Internacional e encerra participação no grupo da morte, com três derrotas seguidas.

Bahia está fora da Copa Libertadores da América 2025. Em partida disputada no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, na noite desta última quarta-feira (28), o Tricolor foi derrotado por 2 a 1 pelo Internacional e encerrou sua participação na fase de grupos com três derrotas consecutivas. O revés decretou a eliminação do time baiano, que chegou a ocupar momentaneamente a segunda posição do Grupo F após abrir o placar com Jean Lucas, mas viu a classificação escapar dois minutos depois com o gol de empate de Vitinho e a virada definitiva marcada por Borré.

Com o resultado, o Bahia terminou a fase de grupos na terceira colocação, com 7 pontos, atrás de Internacional e Nacional-URU. O desempenho, no entanto, garantiu ao Esquadrão uma vaga nos playoffs da Copa Sul-Americana, que reúne os terceiros colocados da Libertadores e os segundos colocados da Sul-Americana. Os confrontos serão definidos com base na campanha das equipes nas respectivas competições.

Início promissor e queda de rendimento

A trajetória do Bahia na Libertadores foi marcada por altos e baixos. A equipe começou bem, com sete pontos conquistados nas três primeiras rodadas, e chegou a figurar entre os classificados em um grupo considerado por muitos o mais difícil da edição, o chamado “grupo da morte”. No entanto, a reta final da campanha evidenciou a dificuldade do time em administrar vantagens e lidar com a pressão em jogos decisivos.

Contra o Internacional, o Tricolor voltou a apresentar esse problema. Após abrir o placar aos 10 minutos do segundo tempo, com Jean Lucas aproveitando rebote dentro da área, o time baiano sofreu o empate apenas dois minutos depois. A defesa, novamente, falhou na saída de bola e não conseguiu conter o avanço dos adversários. Aos 32 minutos, o zagueiro Ramos Mingo perdeu um duelo aéreo para Borré, que decretou a virada colorada.

Posse de bola sem efetividade

O estilo de jogo baseado na posse de bola, marca registrada da equipe comandada por Rogério Ceni, esteve presente mais uma vez. No Beira-Rio, o Bahia teve 65% de posse e trocou 577 passes com 88% de precisão. Apesar do domínio estatístico, a equipe finalizou apenas duas vezes no alvo durante o primeiro tempo e mostrou dificuldade para transformar a posse em chances reais de gol.

Esse padrão se repetiu ao longo da fase de grupos. Em cinco dos seis jogos, o Tricolor teve mais posse que o adversário, mas venceu apenas dois. Além disso, foi o time que menos marcou gols no grupo, um reflexo da baixa efetividade ofensiva.

Análise da campanha e próximos passos

Mesmo com a eliminação precoce, a participação do Bahia na Libertadores deixou lições importantes. A atuação diante de adversários experientes, como Nacional e Internacional, mostrou que o time tem potencial para competir em alto nível, mas ainda carece de maturidade para decisões. A estratégia de manter a identidade em campo, mesmo em momentos adversos, pode ser positiva a longo prazo, mas exige ajustes para evitar derrotas evitáveis como as sofridas nesta campanha.

Agora, o desafio do Tricolor é reconquistar o moral no Campeonato Brasileiro e focar nos playoffs da Sul-Americana. O próximo compromisso da equipe será no sábado (31), às 18h30, na Arena Fonte Nova, contra o São Paulo, pela 11ª rodada do Brasileirão.


Fonte: Muita Informação

Sair da versão mobile